Em 2012, a Motorola apresentou uns Androids simples, um com TV digital e um estranhocelular que conversa com o Google, mas não usa o sistema da empresa. Nenhum grande anúncio, nenhum smartphone arrasa-quarteirão com processador quad-core e tela de alta definição. Pode ser que esse apareça até o fim do ano, mas até o momento o grande Motorola de 2012 é o Razr MAXX (XT910).
Não nos entenda mal: é um senhor aparelho e tem a bateria mais durável que você encontrará por aí. Mas fora esse e alguns detalhes, é o mesmo Razr do ano passado, aquele fininho que cortava postes e outros objetos na propaganda. A “engorda” valeu a pena? Por R$ 1.500, compensa? Descubra em nosso review.
Hardware
O Razr MAXX deve satisfazer aqueles que reclamam do excesso de plástico da linha Galaxy, da Samsung. Ele tem um ou outro pedaço de plástico (duro e de boa qualidade), mas é dominado por vidro reforçado na frente e acabamento em Kevlar na traseira. É um mini-tanque que toca música, acessa a Internet e faz ligações no seu bolso. A única coisa que destoa desse conjunto é a portinhola para o micro SIM e SD card. Ela não abre do nada, mas parece meio frouxa. Talvez seja apenas sensação; se for esse o caso, é das ruins, pois parece que vai quebrar a qualquer momento.
A portinhola é o único e limitado acesso às entranhas do smartphone. Não há tampa traseira, a bateria é selada. Nas bordas, pouca coisa também. Do lado direito, os botões de volume e o de (des)ligar/(des)travar a tela, esse último meio duro e ruim de apertar, algo que irrita pois é a única forma de “acordar” o aparelho e quase sempre exige uma boa mira e pressão do usuário para funcionar. Em cima, a saída de som no padrão 3,5 mm e os conectores microUSB e micro HDMI (mais sobre esse depois). O Razr MAXX ainda conta com a fileira de botões táteis inferior característica da Motorola, câmeras frontal e traseira e os sensores de praxe. Na caixa, fones de ouvido, cabo USB, carregador de parede e cabo HDMI.
O MAXX do nome se refere à autonomia da bateria que quase dobrou em relação ao Razr original: de 1780 mAh, a do novo modelo foi a 3300 mAh. Mas não há nenhuma tecnologia nova revolucionária aqui, foi um aumento bruto. A Motorola “engordou” o Razr para fazer caber mais células de lítio dentro do seu corpo. Como resultado, ele é 1,9 mm mais grosso e 18 gramas mais pesado que o anterior.
Senti um pouco de incômodo com o tamanho e o peso do Razr MAXX, talvez pelo costume com os surpreendentemente leves Galaxies S. Apesar da tela de 4,3″, ele tem muitas “sobras” na parte frontal, bordas grossas ao redor da tela. É mais difícil alcançar o canto superior esquerdo com apenas uma mão, um problema que infelizmente é quase unânime atualmente nos Androids topo de linha. Já o peso extra não é de todo ruim. Com ele, o “calombo” da câmera está menos destacado, o que torna o ponto de equilíbrio do aparelho na mão melhor do que no primeiro Razr, onde a todo momento parecia que ele ia cair para frente. O aumento na espessura foi sutil e, mesmo com ele, o Razr MAXX ainda se apresenta e passa a sensação de ser um celular fino.
De resto, Razr e Razr MAXX são idênticos: mesmo processador, mesma GPU, mesmas quantidades de memória, mesma câmera. Isso não chega a ser um problema porque, sejamos francos, ainda hoje a leva de Androids topo de linha do ano passado faz bonito e, no uso diário, ele não fica devendo em desempenho. O que pesa aqui, talvez, é a percepção — Samsung e HTC já têm modelos ainda mais monstruosos à venda. Se você não liga para essas comparações, o hardware levemente defasado, mas ainda muito competente do Razr MAXX não deverá ser problema.
Em resumo, o Razr MAXX é um aparelho bonito e com traços diferentes de outros Androids. Meio grande para a sua tela (4,3″) e pesado, mas rapidinho, com uma bateria incomparável e quase atualizado — por algumas semanas ele não saiu de fábrica com a última versão do Android…
Câmera
Uma das maiores surpresas do Razr do ano passado foi sua câmera. Foi a primeira vez que a Motorola acertou neste quesito. Ela era capaz de fazer fotos que não ficam com aquele jeitão de celular — embora tecnicamente sejam de celular, mas… ah, você entendeu.
No Razr MAXX a fórmula foi mantida. Arrisco dizer que a mesma câmera foi mantida, o que é… bem, é “bom”. Poderia ser melhor, afinal o tempo passa, as coisas evoluem e, nesse sentido, a concorrência já deu passos significativos adiante, mas poderia ser pior, poderia rolar um retrocesso aqui.
Por “bom” o que quero dizer é que o Razr MAXX chega no limite daquele benchmark padrão e não muito científico sobre tirar fotos dentro e fora de casa. Ao ar livre, com muito Sol para ajudar, as fotos saem legais. Mas se pintar uma ou outra nuvem no céu, ou se você depender de iluminação artificial, aí a coisa complica. Aparece bastante ruído nas imagens e cores e balanço de branco saem um pouquinho esquisitos. Veja por si mesmo (as imagens não receberam tratamento algum):
Na hora de fazer vídeos, o Razr MAXX grava em 1080p a 24 fps e se sai bem. O foco automático, porém, não é dos mais rápidos e às vezes falha geral, o que pode prejudicar a gravação de eventos mais ágeis.






Muuto Bom
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